
A produção mundial de aço inoxidável deve ultrapassar 70 milhões de t em 2027, segundo o Bureau Internacional de Reciclagem (BIR), cujo comitê de aço inoxidável e ligas especiais se reuniu em 26 de outubro de 2026 durante sua convenção mundial em Málaga, na Espanha. A previsão é de que a demanda cresça 3,8% em 2026 e 4,4% em 2027, e o mercado de inox foi descrito como em expansão de cerca de 5% ao ano, acima do cobre e do alumínio.
A produção deslocou-se fortemente para a Ásia. China e Indonésia respondiam por 3% da produção mundial em 2000, enquanto sua participação conjunta, incluindo usinas sob controle chinês na Indonésia, chegou a 72% em 2026. A participação da Europa caiu de 40% para 9% no mesmo período.
O excesso de capacidade continua sendo motivo de preocupação. As expansões planejadas na China, na Indonésia e na Índia podem acrescentar cerca de 15 milhões de t de capacidade até 2031, ante menos de 10 milhões de t de demanda adicional nesses mercados.
Em matérias-primas, o teor médio de material reciclado do aço inoxidável no mundo é de cerca de 30% e está em queda, inclusive na China e na Indonésia. A Índia é o maior importador de materiais reciclados de inox, provenientes principalmente dos EUA, da UE e da Coreia do Sul. O Regulamento atualizado da UE sobre transferências de resíduos restringe as exportações de materiais recuperados para países fora da OCDE.
Os mercados de sucata foram descritos como relativamente estáveis em 2026. As condições na UE melhoraram após a introdução do CBAM e das medidas de salvaguarda, embora os altos custos de energia e a demanda fraca possam limitar a recuperação até o início de 2027. A produção de inox por fusão na China subiu 7,1% no primeiro semestre.
Fonte: SteelOrbis
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